Um mundo melhor

Patrik Jhoner

Ontem ao assistir o programa Na Moral da Rede Globo, diga-se de passagem um dos melhores atuais programas da TV brasileira, me peguei surpreso com uma frase dita por Pedro Bial. Não surpreso pela riqueza do fragmento, tampouco pela inteligência do discurso, mas pelo fato de ter-se dito algo tão lógico, que em contrapartida é muito pouco observado por nós.
O questionamento proposto pelo jornalista foi o seguinte: “Devemos deixar um planeta melhor para nossos filhos, ou filhos melhores para o nosso planeta?”. Está certo que Pedro Bial não é o primeiro a comentar tal frase, nem o criador da mesma, a qual já foi emitida diversas vezes em eventos como a Rio +20, por exemplo, e aleatoriamente por pessoas de diversos lugares. Mas chegar a essa colocação no nosso período atual, numa emissora de grande influência como a rede Globo e numa situação tão oportuna  do programa, onde se estava falando sobre o sonho de mulheres em serem mães através de processos artificiais, foi simplesmente genial.
Realmente a filosofia de criar um mundo melhor para nossos filhos em meio a uma sociedade tão difícil de lhe dar parece uma atividade extremamente impossível, mas não é. Se pararmos para pensar o melhor jeito de deixar um mundo melhor para nossos herdeiros seria educando-os como pessoas melhores capazes de serem transformadores daqui a alguns anos.
É claro que em meio a isso abandonaremos outras formas de mudar o planeta. Devemos buscar manter ou adotar atitudes responsáveis, ecológicas, solidárias, dentre outras que ponham em prática as nossas virtudes e até mesmo sirva de exemplo para os pequenos.
Portanto, temos que concordar com o fato de que devemos ensinar as crianças a serem bons cidadãos como forma de saída para um mundo melhor, pois dessa forma não só estaremos criando pessoas melhores, mas também contribuiremos diretamente para um mundo evoluído e melhor.

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