O famoso jeitinho brasileiro não é a melhor saída

Patrik Jhoner

Típico ou não, o “jeitinho brasileiro” é algo característico do nosso país e se refere ao modo como muitos indivíduos da sociedade contornam situações a fim de promover benefícios a si mesmo. Contudo, o mecanismo pode trazer consequências de baixo e alto teor de gravidade a ponto de promover casos de acidentes ou prejuízos a outras pessoas. Um exemplo bem atual é o caso do incêndio na boate Kiss em Santa Catarina.

Tudo bem, este caso já está demasiadamente discutido, mas não podemos negar que a morte de 240 pessoas e o ferimento de outros 100 não pode deixar de ser falado assim de uma hora para outra. O fato aconteceu graças a não apenas um, mas vários “jeitinhos brasileiros”. A começar pelo artifício pirotécnico usado pela banda que se apresentava no local, um sinalizador para ambientes externos, sendo a boate um lugar fechado. Mas tudo pelo custo do mesmo ser bem inferior que o objeto adequado. Ainda tem-se os falsos extintores, as obras fora das normas, etc.

Ainda assim, este é apenas um forte exemplo dos malefícios que o “jeitinho brasileiro” pode causar. Recentemente, estudantes criaram, ou melhor, descobriram uma fórmula que promete burlar o bafômetro, aparelho utilizado na fiscalização da “Lei Seca”. Trata-se do Metadoxil, um medicamento industrializado que pode representar o mais novo modo dos brasileiros de fugir as regras de forma alienada e inconsequente.

Portanto, apesar de às vezes engraçado devemos fugir ao “jeitinho brasileiro” e agir conforme as regras, pois o que pode ser fácil ou bom inicialmente, depois acaba por trazer algo grave que prejudique a si mesmo e ao próximo também.

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